Sou carioca e não desisto...mesmo!

   Eu sabia que demoraria a voltar por aqui. Já fui mais disciplinado e respeitoso com meus sentimentos, eu sei, mas a verdade é que uma preguiça crônica às vezes baixa nesse ser inconstante (aliás, a única coisa por aqui que não tem sido alterada é minha inconstância). Mas eis que chegou a hora de escrever para mim mesmo. A organização mental dos fatos leva um certo tempo, mas se dá. Hehehehehehe. Enquanto isso, posso dizer que tenho ouvido muito o cd “Mel”, da Maria Bethânia, e ficado cada vez mais apaixonado por ela. Ah, sim, lembrei: é sobre música que eu queria falar, mesmo.

   Conforme todos os brasileiros já sabiam há algum tempo, rolou no dia 21 de março um show do megastar Lenny Kravitz nas areias de Copa. Todos os calendários tupiniquins ansiavam pela chegada do grande dia, do grande show, mas parece que o esquema da Prefeitura para o acontecimento não foi tão bem planejado. Pode ser mais uma opinião sem coerência, mas pelo que eu vi de gente voltando antes do show acabar... sei não.

   Acontece que não havia infra-estrutura para a realização do evento. De cara podia-se perceber que o público no local era como o de um Reveillón, sendo que espremido no espaço de um posto, no caso, algo entre o 4 e o 5. O cenário é uma beleza, e por lá a vida passa a cantar, disse uma música. Mas nem acho que foi o mais apropriado para um show nessas proporções. A começar pelos meios de transporte, que no final do dia de uma segunda-feira já não é essas coisas. Para entrar no metrô, estação Carioca, em direção ao show, precisei voltar até a Tijuca para conseguir entrar no vagão. Era algo parecido com um Santa Cruz às 18h, Centro - Zona Oeste (falo porque já peguei e sei como é). Até aí tudo bem, porque o sistema de transporte não é o mais funcional, também...

   Duas horas depois de entrar na estação, chega-se ao destino pretendido. Talvez de ônibus fosse pior, preferi nem arriscar... O que se via era uma multidão correndo pro show, enquanto um número parecido retornava à estação. Teria acabado? Não, sequer começou. Eram 22h30, e o show marcado para as 21h, sem atraso... Depois de uma certa dificuldade, cheguei a um quarteirão do show. Era gente saindo pelo ladrão, como já se disse um dia. Estava coma Chris, minha companheira de site e sala no Afro Reggae (pra não chamá-la de chefa, que ela detesta...), mas por poucos minutos. A quantidade de pessoas assustou-a, fazendo com que nos perdêssemos em poucos minutos. Agora, eu estava sozinho!!

   Beleza espalhada por todos os lados, como já é peculiar em eventos do tipo na Zona Sul carioca. Mas o colírio não ia voltar comigo (será??), e me concentrei em procurar rostinhos conhecidos. Nada. Tocou “It ain´t over ´til it´s over” e pensei que valia a pena continuar por ali. Estava lá pra ouvir isso e mais algumas outras, mas já estava me dando por satisfeito. A chuva fina não incomodava mais que a falta de conhecidos ao redor. De que vale um show bacana se você está sozinho? Já soube hoje que diversos amigos estavam por lá, mas não esbarrei com nenhum. Falta de sorte.

   Com medo do que me aguardava na estação do metrô pra voltar, me retirei antes da meia-noite, ou seja, quase uma hora antes de acabar o show. “Americam woman” e “Can´t get you off my mind” ainda me encontraram por lá, e foi o suficiente para eu resolver sair fora. Tem músicas que foram feitas para serem curtidas a dois ou mais, ou em casa, no cd. Sozinho num show, não! Embora eu também acredite que isso tudo dependa do momento, mas nesse dia eu não estava pra isso, definitivamente! Voltando à falta de estrutura, acredito que o show tenha sido feito para todos, mas o carioca foi o que menos se beneficiou. Pelo menos o carioca que depende de transporte público. Felizes os que se hospedam no Copacabana Palace, e podem ver o show de camarote! Ou os que ganharam em promoções para ficar no camarote mesmo. Ainda têm os que chegaram super cedo e se debruçaram sobre as grades durante o show. Esses mereceram mesmo ver o cara de perto. Sim, porque eu, via telão, só vi vultos, idéias sobre o show. Ah, vi também a baterista dele. Rsrsrssrrssrsrsrrs.

   Ouvi o cd no dia seguinte e vi que perdi bastante do show, mas tudo bem. Tenho aproveitado demais os meus dias. Conheci pessoas muito legais, mas isso já é um outro papo... Que só fica aqui, mesmo.

Escrito por Bruno às 02h11
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   O que parecia improvável aconteceu: estou de volta!!!!! Depois da exaustão das provas, da felicidade de início das férias, e até mesmo de um certo – e incômodo – vazio que ela traz, volto para atualizar-me quanto às mais diversas atividades ocorridas e praticadas! Final de ano é sempre aquele clima esquisito de rever posturas e conquistas, lembrar de tudo, fazer o balanço final. Aí rola nostalgia, arrependimentos (?), lágrimas e chuva para todos os gostos.  Sobrevivemos, no fim das contas. E dá-lhe arrumação de gavetas, coisas velhas indo embora, renovação de energia!! É necessário, sempre! Papéis revisitados, memórias descortinadas. O Natal foi meio caidinho, afinal sem o meu irmão lá em casa essas festas perdem boa parte do seu brilho. Criança é tudo, e meu irmão é mais ainda... Choro calado, chester dividido. Orações fluindo, coração escancarado. A casa ficou arrumada, incensada, mas vazia daquela alegria que me renova e faz tão bem.

 

   Reveillón, pra variar, muita festa!! Zoeira em Copa acompanhado do Pedro e do Maia. Curti também uma festinha bacana na casa de uma jornalista on-line do JB, regada a vinho e Coca-Cola – ultimamente grandes companhias, assim como meus amigos... Aliás, não lembrei da Jane que, rompendo com sua tradição de passar o Natal sozinha em casa, ficou lá em casa conosco. Grande alegria, afinal ela e Pedro tornaram-se grandes companheiros e amigos para qualquer momento. O ano de 2004 foi realmente bem intenso, assim como eu e meus amigos. Meu CR subiu nesse período: 9,29!!! Muito bom... Rsrsrsrsrsrsrs.

 

   Tô aqui no Afro, escrevendo para o site e descobrindo muita coisa nova, pessoas, inclusive. A Sandra mostrou-se uma grande amiga, além de vizinha e companhia para as zoeiras... Aliás, falo dela aqui, mas Écio, Chris, Silvana, Tekko, Leandro, enfim, a galera é excelente. Sabe aquele lugar onde você trabalha, se informa e se diverte? Pois é. Eu encontrei, e não é coisa de romance. Música, arte, vida!! Aqui tem... Que bom... Propostas novas chegam, e agente não sabe o que fazer. Crises!! Que passam, certamente!!!

 

   Iniciando 2005, show de Ney Matogrosso e Pedro Luís & a Parede, com direito a camarim... Sabe-se lá o que é isso no primeiro sábado do ano?! Junte-se o reencontro com a terapia (sempre fundamental); show de Maria Rita e Danni Carlos na praia de Ipanema (meu Deus, o que foi aquilo? Tudo de bom!!!!); jantar num restaurante peruano com um amigo, além do vinho e das pilhas; final de semana na casa de amigos batendo papo, zoando, ouvindo música, vendo dvd e acessando a internet; ensaio do Bloco dos Carmelitas em Santa Teresa rodeado de gente bonita e dançante; musical “Cristal Bacharach” mais uma vez para se emocionar com as músicas e não parar mais de pensar nelas; cachorro-quente do Méier com amigos; “Os Incríveis” com o irmão no New York City Center, seguido de lanchinho no McDonald´s e muito carinho pelo programa oferecido (não tem preço!!!); sem contar “Os sonhadores”, “Má Educação” e outras coisas bacanas desde a última escrita nesse lugar.

 

   Por ora é só, volto em breve.



Escrito por Bruno às 18h06
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   Cancelei minha assinatura experimental-semestral do JB. Ao mesmo tempo em que a revolta pelo descaso com o assinante (que não recebe nunca os dvd´s prometidos ao realizar a assinatura, além de não receber alguns exemplares que nunca são repostos) se manifesta, rola uma certa nostalgia pela incerteza da leitura dos artigos envolventes, assinados pela Maria Lucia Dahl, às sextas, e João Paulo Cuenca, aos sábados. São sempre artigos bem escritos, que me fazem refletir sobre minha criatividade literária... E me remetem à tarefa de escrever bem coisas simples, tornando-as interessantíssimas. Acho fantástico... As revistas do fim de semana também terão suas ausências sentidas! Assim como a imparcialidade do jornal. Sem contar a coluna do Vagner, do Cajê e da Helô, que também é super legal. Mas tem uma colunista específica do domingo que vou te contar... ninguém merece!! Mas não serei indelicado citando o nome da moça, que dita regras e modos cariocas. Só se for pras amigas dela, restritas ao itinerário Zona Sul – Barra. Ah, devem ir à Lapa também, já que está na moda!

   Ainda assim, a assinatura era bacana. Comodidade, garantia de inserção global (como se isso aqui também não fosse...), treino de leitura / produção de textos, enfim, tudo aquilo que um jornal diário oferece ao leitor - principalmente o que estuda Jornalismo. É quase que uma obrigação ler os diários locais. Um professor já declarou que estamos condenados a ler jornais até o dia de nossa morte. Ter conhecimento é o mínimo esperado de um profissional de Comunicação! Talvez eu faça uma do Globo daqui a um tempo... O problema é arrumar tempo para ler tudo o que preciso. Ando lendo um guia contra vampirismo: “Inveja - Mal secreto”, do Zuenir Ventura, que nem chega a ser um manual preventivo, mas uma boa discussão sobre o tema. Aliviar meu Anjo da Guarda tem sido cada vez mais necessário. Ainda preciso fazer o trabalho de História da Arte, pro dia 17!! Putz, fazer coisas legais de forma obrigatória é muito chato... Dei uns orles com a Jane e o Pedro – do Iguatemi ao Méier, passando pelo Mirante do Leblon e Cobal do Humaitá. Deliciosa a pizza do Pizza Park, mas cara e insuficiente para três famintos... hehehehe. Só o cachorrão do Méier salva! Gravei outros lances por aí, e terminei o calendário negro do mês de Novembro pro site do AfroReggae. Estamos produzindo, sim, obrigado. E as coisas hão de melhorar!



Escrito por Bruno às 19h11
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Apocalíptico...

   O som bate-estaca dá o tom. No lugar de músicos e instrumentos, as "carrapetas". Movimentos performáticos pós-modernos acompanham textos da mesma natureza. E eu fico entediado, procurando a diversão que parece clara para todos - exceto eu!! Ultimamente, tenho visto muitos espetáculos assim, ora dança, ora teatro. E shows, também! Ano passado o Maia convidou-me para irmos ao show da Fernanda Porto, pois ele havia ganho convites na rádio MPB FM. Fomos, embora eu não conhecesse tão a fundo o trabalho da artista. Apenas um "tem que valer, valer, viver...". E um show é sempre um show, né, principalmente de MPB. Mas aí que começou a confusão. Nunca havia ido a um show de MPB com um palco tão vazio de instrumentos: apenas a cantora e um músico-dj, que comandavam o ritmo numa mesa, ao simples apertar de botões, simulando possibilidades mil de "hã-ts-hã-ts-hã" (som da música eletrônica, como ensinou-me Rod Doors, amigo que está distante...). Não estou questionando a qualidade do show, apenas quero mostrar o quão desadaptado estou aos novos meios. Provavelmente esses aparatos tecnológicos auxiliam um show (inclusive na relação custo-benefício), mas em cena soa esquisito. Um vazio assustador preenche (?) o palco. E não me emociona tanto quanto um baticum original, com tambores e percussões, violões, violinos, sax, música arcaica nos dias atuais. Tenho um cd ao vivo do Vander Lee, cantor mineiro maravilhoso descoberto por Elza Soares, que é todo no violão e voz, e nem por isso provoca menos euforia (Jane que o diga, pois sequestrou assumidamente meu cd e nem prevê data para o resgate...). Agora entendo o porquê dos arrepios, da emoção que preenche ao ouvir um jongo, um samba ou mpb. Minhas raízes gritam no fundo de cada célula, dizendo qual é minha formação, aonde minha identidade se vê refletida. A banda AfroReggae mesmo tem muito disso, muita percussão, muito batuque do bom, muita raiz. Origens originais, me permitam a redundância. E surge um colorido na mente, as cores da mãe África, suas crendices e valores.

   Artur Xexéu escreveu algo sobre isso de ser um pouco apocalíptico com os novos meios e suportes. Ele dizia que era acostumado a ver fotos em ábuns e a ver filmes em cinema, entre outras coisas. Concordo e assino embaixo. Aonde está a emoção em ver um filme hiper desconfortavelmente diante da tela do computador? Numa boa, não é pra mim... Pedro Paulo, meu amigo, ligou convidando-me para assistirmos um espetáculo de dança no Villa-Lobos. Reclamei de imediato por não ser teatro - embora em tempos de Riocenacontemporânea eu também não ande frequentando os palcos cariocas... Do programa elaborado por Gringo Cardia ao espetáculo no palco, é tudo muito contemporâneo, e eu fico me achando em algum período entre o Renascimento e a arte pop de Andy Warhol. Um filósofo já dizia que só julgamos belo o que compreendemos enquanto beleza. Porque logo eu fugiria à regra? Mas voltando ao Pedro, devo explicar minha reação: tudo que vi ultimamente em espetáculos de dança era embalado pela música eletrônica, ultra moderno. Acontece que essa montagem tem como tema a Tropicália. Ahhh, aí é diferente. Deve rolar muito "Panis et circenses", "Bat-macumba" e "Baby". Mas será que colocaram os doces bárbaros envoltos de um "ã-ts-ã-ts-ã-ts-ã"? Só quem foi pode dizer...

   Falei em AfroReggae e não disse que comecei a estagiar por lá, sob o comando de Chris Keller. Super bacana, ambiente de amigos, pessoas queridas e talentosas. Ambiente que favorece o crescimento, estimula a vontade de vencer. Comecei agora... E após finalizar a leitura de "Rota 66" e o stress de PR1, estou lendo "Inveja - Mal secreto", do Zuenir Ventura. Muito bom!! Preciso aliviar meu anjo da guarda... Rss... E pra fechar, uma música que remete a coisas boas, com ou sem Rider: "Vamos fugir, desse lugar, baby / Vamos fugir / Pra onde quer que você vá, que você me carregue..."

       



Escrito por Bruno às 21h58
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Eu sou brasileiro e nunca desisto!!!

 O ufanismo do título tem vários porquês. E o mais forte deles é o que me fez conectar a essa hora para comentar sobre uma coisa que vi e mexeu demais comigo: o documentário "Santa Marta: duas semanas no morro", exibido hoje no "Cadernos de cinema", na TVE. Já havia lido algo sobre o filme, agora não lembro onde nem o quê, mas o certo é que o destino providencia certas coisas que eu nem sei porque... Ou sei, mas são diversos os significados dentro de mim para os acontecimento diários que, se entrar nesse enredo, o texto será looongo...

 Distraidamente eu parei com o "zapping" justamente nesse filme, e os depoimentos me cativaram. Serviço de bússula: Morro Santa Marta (ou Dona Marta), julho de 1987. (Tenho uma mania que pode soar como egocêntrica, mas é que tudo que aconteceu depois de 1981 eu gosto de tentar relembrar, pois sempre me remete à sensações boas de infância que hoje já não aparecem com tanta facilidade). Voltando à contemporaneidade, lembrei logo do trabalho que fiz com outros colegas no Afro Reggae, uma espécie de mapeamento e percepção da realidade dos moradores do Cantagalo / Pavão-Pavãozinho. Fizemos um trabalho bem bacana, discorrendo sobre diversos tópicos comuns no dia-a-dia da comunidade, da religião à infância no morro, contando com depoimentos e lembranças. Um trabalho muito prazeroso que está registrado em CD Rom, a ser entregue.

 Acontece que o filme de hoje foi além, pois mergulha no universo daquelas pessoas lindas, puras de coração e repletas de coragem. A linguagem audiovisual retratou de uma maneira bacana a história daquelas pessoas: os sambistas, as crianças, os retirantes nordestinos recém-desesperançosos, o início de um engajamento na comunidade; o morro ainda num momento tranqüilo, podemos dizer. E um bocado do que Walter Benjamin chamou de "aura", quando quis referir-se às artes reproduzidas.

 Sempre tive orgulho de ser brasileiro, embora não torça tanto pelo futebol fora de Copa, e não sabia bem o motivo disso até começar a perceber o mundo, seus valores e habitantes. Parece clichê, mas assistindo à esse filme eu descobri mais porquês. Cada rosto ali estampado refletia o sofrimento, esperança, as sensações originais de um povo que desconhece e muitas vezes renega suas origens, como apontou uma debatedora ao final do programa. Histórias de pessoas sofridas, discriminadas, à margem de tudo e buscando seu lugar no asfalto. E com uma verdade interior tão forte que faz chegar às lágrimas.

 Casos difíceis, e meu emocional fica à flor da pele. Embora todos os problemas, essas pessoas têm alegria, música na alma, vontade de vencer. Criam filhos e canções. E, no intervalo, surge a campanha "Tente outra vez", embalada pela música homônima de Raul Seixas, demonstrando situações graves superadas por essa força de vontade que o brasileiro tem dentro de si, ilustrada por casos como o do Ronaldinho e do Herbert Vianna. E eu lembro de diversas situações, materiais ou não, de dificuldades nossas e de amigos queridos, e da superação delas, mesmo que lentamente. E lembro da fé na vida que carrego. Intrínsica e intensa.

 Percebo aqui que o texto ficou confuso, como toda tentativa minha de explicar um sentimento com ele pulsando forte, mas eu precisava escrever. Foi apenas um momento desabafo, um momento de persistência nos objetivos gerais, na vontade de ver esse país melhor, e percebo que pela garra dessas pessoas que suportam tantas coisas, tudo parece possível. E eu sigo acreditando... Tento sempre mais uma vez!!!



Escrito por Bruno às 01h48
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Honra...

 Estou sabendo que meu Blog tem sido visitado por pessoas de diversas regiões, inclusive fora do Brasil. Quanta honra!! Espero estar agradando de alguma maneira... Meu eterno "amigo-friend" Rodrigo Doors, atualmente radicado no Maranhão (e, pelo que sei, sucesso carioca no local...), me disse que o Blog anda arrastando o sotaque - ele chega a ouvir os sons de "xis" do nosso "esse"... Ax pessoax de lá, segundo ele, também têm lido e goxtado de conhecer maix sobre o Rio... Max que beleza!!! Hehehehe... E um amigo virtual, Victor, tem lido também, lá de onde ele está - que eu nem lembro para contar... Somando ainda os cariocas amigos que aparecem para dar uma conferida, posso considerar-me um cara de sorte, por ter quem goste dos meus textos. Valeu, galera, pela força!!! Só falta agora eu tomar coragem e passar o endereço para a professora de Redação Jornalística...

Escrito por Bruno às 23h20
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A estrela da Lapa!!

   Com o retorno às aulas e o número crescente de papéis para ler, tem sido difícil passar as aventuras deste carioca para esse cyber espaço. Mas como a necessidade de praticar a escrita (mesmo enquanto porra-louquices...) é uma constante em meus turbulentos dias, eis-me aqui outra vez!! Ahn? Ninguém percebeu a ausência? Pula essa parte... Muitas coisas foram feitas, lidas e iniciadas. Apo longo e cansativo processo tornei-me o mais novo membro dessa “colônia virtual” chamada Orkut.

   Num fim de semana de Agosto, pude comprovar o brilho de Luciana (o autor não revelará seu sobrenome para preservar sua carreira), querida amiga do teatro que, ao me encontrar com um grupo de amigos “estacianos” na Lapa (no momento do encontro, ela praticava a fusão do leite condensado com vinho, vulgo pau na coxa), proporcionou-nos uma agradável noite. Epa!! Não é exatamente o que passa por essas mentes corrompidas pela luxúria!! Ela foi, sim, e com merecimento, a estrela e musa da noite, muito mais pela presença marcante e transformadora do que por seus novos seios. Devo confessar que, por uma noite, Lu tornou-se o fetiche dos universitários, esbanjando sua natural sensualidade, audácia e verdade interior. Claro que todo o conjunto foi apreciado, não só por esse transtornado grupo, mas também por boa parte dos que pelas calçadas do recém-inaugurado Circo Voador transitavam...

 

   Como estávamos todos durangos (pra variar...), as calçadas superlotadas foram mais que suficientes para render uma agradável noitada boêmia. Entre playboys e patricinhas, em paralelo com gringos, hippies pós-modernos e habitués, encontrei alguns amigos da fase Oficina de Vídeo do Afro, pessoas queridas que eu não via há tempos. E amigos dos palcos, como Carlão, sempre armado de suas canções e boas lembranças. Isso tudo, aliado às zoeiras (e confusões) dos amigos comunicólogos, já renderia papo para semanas (exagerado...), mas a magia dos Arcos colocou-a nos nossos caminhos, e ela modificou - para melhor - aquela noite. Dançando ao ritmo do funk local da barraquinha de bebidas, monopolizou as atenções para nosso (até então) discreto e comum grupo. Mas ela não consegue passar despercebida, isso não faz parte do seu show natural. A carioca atraiu os olhares de todos, dos donos de barracas aos penetras que se arriscavam pulando o muro do Circo, passando por roqueiros e lutadores de jiu-jitsu! Hahahahaha... Ela é puro êxtasi... E nem se esforça para isso!! Ainda maltratava os atraídos com a máxima “você não conhece minha essência”. Isso dito num momento como esse parece sandice, mas é a pura realidade. Minha amiga há três anos, ela sempre se mostrou uma pessoa íntegra e amiga, honesta acima de tudo. E nesse dia ela comprovou com atos, sendo caridosa com duas turistas lourisíssimas-de-boné ávidas por uma espiga quentinha.

 

   A carroça de milho estava lá, paradona, quase abandonada (ninguém sabia de quem era), e ela não se fez de rogada. Consciente dos desejos das mocinhas, levantou a tampa fumegante e serviu-as um suculento e brasileiro milho, passando por todos os processos com habilidade singular: a tradicional  roladinha na água, a fim de esfria-lo; o desdobramento da espiga que serve de pratinho; e a mais prazerosa de todas: a besuntada com manteiga por todos os flocos. E tudo isso pelo ínfimo preço de R$ 1,00. As clientes saíram, satisfeitas, e lá deixaram suas moedinhas que totalizavam a quantia exata. Porca miséria! Sequer notaram a maestria da menina... Realmente, quem tem fome, tem pressa!

 

   Ficamos por ali até que o dono chegasse. Minha personagem preferida foi lá e perguntou o valor do milho, uma vez que as moedinhas já estavam sobre o alumínio da barraca. Surpreendida com a informação de que custava R$ 2,00, ela não titubeou e mandou: “Ah, moço, então passa minhas moedas pra cá que eu só tenho a metade... Seu milho está muito caro!”. E saiu com as moedas, paga pela aventura. A nós só restou o riso e a apreensão, que nos levou a sair de fininho o mais rápido possível do local... Pra fechar (ou abrir?) o dia, encontramos Ivan (um mestre nosso dos palcos) numa sinuca comendo frango à passarinho, e ficamos lá, filando o quitute e falando absurdos. Delícia de Lapa!!

   No dia seguinte, tive mais ânimo e levei meu irmão para assistir “A Turma do Pererê”, no Teatro Carlos Gomes, junto com a Jane, Isabela e Pâmela. Muito bacana, o espetáculo narra a história da busca pelo mais brasileiro dos brasileiros, e dá uma lição de geografia (?) e amos à pátria. Destaque para Carol Machado, que faz de suas pequenas participações um motivo mais que especial para assistirmos ao musical. Mas o elenco todo manda bem, e os cenários são bem interessantes. As crianças (ao menos as minhas) já estavam perguntando sobre a hora que acabaria, revelando que por ser longo (quase uma hora e meia), o espetáculo começara a ficar cansativo. Mas valeu a investida! Fomos todos parar no fast-food que oferece a dieta do palhaço (e confesso que me senti um pouco culpado por trocar minha janta pelo lanche...), e depois fomos para casa, com as crianças ainda entretidas pelas lembranças da proximidade com os personagens ao final da peça, no saguão do teatro. E os “incríveis” brindes da lanchonete... God save the children!



Escrito por Bruno às 23h05
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Amor de um carioca...

 Inspirado numa matéria que li no JB falando sobre a nova iluminação em alguns prédios do Centro, resolvi voltar para escrever, ou melhor, explicitar minha paixão pelo Centro do Rio de Janeiro e suas intocáveis paisagens, das naturais às arquitetônicas. A referida matéria falava sobre o Palácio Pedro Ernesto (Câmara dos Vereadores) e o Theatro Municipal, dois belos monumentos localizados na Cinelândia que estão tecebendo nova iluminação inspirada em ares franceses, feita, inclusive, pela mesma empresa. Essa semana eu ia do Centro em direção à faculdade, na Barra, e percebi algo de novo no reino da Cinelândia, lugar que, por sinal, abriga algumas das melhores atrações cariocas: o Cine Odeon, charmoso cinema antigo do Centro que juntamento com o Cine Palácio, retrata parte do glamour dos tempos que faziam jus ao nome do sub-bairro do Centro. E tem ainda, do outro lado da calçada, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes, que ficam quase em frente ao tradicional bar Amarelinho, reduto da boemia e de alternativos locais. Isso só falando da Cinelândia. O recém inaugurado Circo Voador, na Lapa, ontem bombava com a juventude carioca que, em peso, engarrafava as principais vias de acesso, proporcionando ao povo motorizado uma amostra do que se poderia encontrar por ali naquela noite: beleza para todos os lados... E em grande quantidade. A vontade foi de descer e conferir in loco o burburinho. Parece que a Lapa está voltando aos bons tempos... Novidades como o mais novo point cultural, a Estrela da Lapa, surgem  num ritmo frenético. Juntamente com o Rio Scenarium e o Carioca da Gema, o lugar esquenta ainda mais as proximidades da Mem de Sá. Sem contar todos os charmosos barzinhos da Joaquim Silva, berço da boemia carioca desde os tempos de Madame Satã... O simples passar por esses locais na noite de ontem me fez perceber que a Lapa não pára, reiventa-se constantemente, e atrai cada vez mais admiradores. Se passar para o lado da Praça XV, depara-se com o já cult Arco do Teles, espécie de corredor gastronômico e ambiente sugestivo para ficadas e afins... E o ar bucólico de Santa Teresa, com cara de reduto do samba e chorinho carioca? Os teatros da Pça. Tiradentes também não ficam atrás, assim como uns lugares animados pelos lados da Ouvidor. Por ali, como marco na história e frequentados por seus personagens mais famosos, a Confeitaria Colombo e Casa Cavé permanecem atraindo os cariocas, como imponentes recordações de áureos tempos... Os arredores da Rua da Carioca também tem seus "secos e molhados" resistindo ao tempo. A Av. Rio Branco também tem seu público cativo, da Pça. Mauá com suas atrações para gringo ver, aos tarimbados Café Nice e Night & Day, quase na Av.Beira Mar. O charme do Centro está em voga, e eu já penso numa incursão em grupo na próxima semana, a fim de manter em mim essa magia que se esconde pelos cantos cariocas...



Escrito por Bruno às 17h59
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Pro alto, e avante!!!

 Nesse final de noite eu esperava, na verdade, ler algumas coisas que atrasei, por ser um louco devorador de tudo o que sai publicado, e por não conseguir virar todas as noites que seriam necessárias para dar conta de tamanha quantidade de papéis. Mas como sou frequentemente seduzido (???) pelo irresistível som do Videokê que rola a noite toda em frente ao meu prédio, percebi que não leria com atenção as matérias e livros, e resolvi colocar a escrita em dia por aqui. Pois bem. Já estou de volta à faculdade, e bem empolgado com as novas disciplinas técnicas desse período (devo confessar também que a faculdade está com mais gente bonita do que nunca!), e já devo somar ao meu arquivo de leitura atrasada três novos livros e o Globo de todo domingo, para Redação Jornalística. Ah, essa semana também marca o início de um novo e esperado ciclo, pois me desliguei do Projeto na Mangueira e agora aguardo novos vôos profissionais. Um surdo bate forte ao lembrar daqueles jovens que estou deixando para trás, mas já não cabia mais minha participação por lá, por todos os motivos, menos qualquer coisa relacionada à eles, que sempre foram ótimos comigo, e me ensinaram muito, mais do que eu a eles. Voltando mais um pouquinho atrás, na última semana de férias eu dei uma abusada e fui ao cinema dois dias seguidos, como quem está nessa vida apenas para assistir e falar de cultura. Levei minha mãe para assistir "Cazuza - O tempo não pára" (minha 3ª vez...!) na quarta e finalmente assisti os "Diários de Motocicleta" na quinta, com a Patrícia e a Bel, amigas da faculdade. Gostei muito do filme, mas nem dá pra comentar agora, pois rolaram várias coisas depois...     

Na sexta, fui com o Pedro assistir "Pessoas Invisíveis", no Teatro João Caetano, com o Armazém Cia. de Tearo. O texto é ótimo, contemporâneo, baseado nas dificuldades de relacionamento nos dias atuais, e claramente inspirado em HQs. Os atores são ótimos, e têm um excelente trabalho de corpo. O cenário também faz uma surpresa durante a peça. Muito legal. Mas o que não tem preço nessa história foi a cara do Pedro indo falar com os atores, entusiasmadíssimo!! Fez a linha fã, mesmo... Ainda assisti Zélia Duncan ao vivo, no Palco MPB, no auditório da Fm de mesmo nome, junto com a Samantha. Muito bom!!! Aproveitei e autografei meus Cds. Zélia Duncan é tudo de bom!! Adoro as músicas dela. Batemos um rápido papo e ela foi super gente boa. E fui hoje assistir à última apresentação da peça "Deus danado", com Leonardo Brício e Júnior Sampaio, no Teatro Tablado, que está dando uma revitalizada no seu horário adulto. Jane e Pedro também foram. A co-produção é luso-brasileira, com a ENTREtanto Teatro, de Portugal, e a Remo, brasileira. Fui pela curiosidade desse novo trabalho do Brício, pois curti muito "Péricles, Príncipe de Tiro", que assisti no João Caetano há quase dez anos. E "Deus.." é super bacana, bem densa, com um texto duro. Drama do jeito que nós curtimos, exceto a Jane. Mas todos concordaram que valeu a pena, cada um com seus motivos, e seguimos rumo ao cachorro-quente do Méier, uma delícia para fechar a (rápida) noite.



Escrito por Bruno às 01h20
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Há algum sentido em mim que basta!!!!

 Saí de casa para assistir a mostra de filmes engajados "De olhos bem abertos", no CCBB, mas bons ventos me levaram para um outro canto no próprio espaço. Atrasado, perdi a senha que era limitada a 80 (!) felizardos, e não pude ficar na dobradinha exibição/debate-papo-cabeça que rolaria depois. Uma pena. Perderam minha presença... Em compensação, os deuses do teatro me sopraram no ouvido "Aproveita o embalo e assiste "Deve haver algum sentido em mim que basta". Segui seu conselho e nem me arrependi. Paguei pelo último ingresso (e você me diz que coincidências não existem? Hã-hã...) e, para gastar bem meu tempo dei uma esticada na exposição "Onde está você, Geração 80?", no mesmo CCBB que, aliás, a cada dia se torna mais próximo do protótipo do paraíso das artes. Ih! Peguei pesado... Exposição maneiríssima, arte a mil, hora da peça! O espaço, Teatro III, foi reduzido em uma sala comprida cercada de um cenário todo feito de papel pergaminho, fazendo le,brar alguma coisa japonesa. Oriental. Cadeiras colocadas lado a lado, por toda a parede. É ali que se senta o público. E um chão repleto de folhas secas de Amendoeira, daquelas bem amareladas, em grande quantidade. Nõa se vê o chão do teatro! E não há palco. Fiquei apreensivo, afinal estava sozinho e sem ter em quem me agarrar se me puxassem para um número de platéia. Pura bobagem... A linha da peça é bem outra, e eu já esperava mesmo isso, uma vez que com um título maravilhoso desse, não podiam fazer ali o "teatro da Dona Chiquinha", como costuma dizer o Ivan. A peça toda se passa ali, tête-à-tête, e os atores sequer falam num tom teatral. Não precisam, o espaço e aproximidade com o público causam um certo ar de intimidade que dispensa algumas técnicas teatrais. E o teto, subindo e descendo? Eu estava achando que já era uma viagem minha em função do texto... A primeira atriz em cena, Gisele Fróes, magnetiza todos os olhares para sua performance, irretocável! Que atriz fabulosa!!! Aliás, todo elenco é muito bom, e como são só mais quatro, dá para colocar os nomes aqui: Adriano Garib, Diogo Salles, Miwa Yanagisawa e Otto Jr. Super à vontade em cena, eles fazem o público se sentir da mesma maneira, embora os questionamentos que o texto sugere. E é mais um texto que parece imprimir um pouco de mim, das pequenas graças do cotidiano às sandices dos momentos de solidão em casa (aqueles em que falamos sozinhos, tramamos coisas, enfim...). E pra ser sincero, nem acho isso sandice -  e também na peça não é mostrado como tal. A luz é fundamental, complementa as situações de forma bem peculiar. Tudo é muito bom, a entrega dos atores, os sentidos expostos no palco pelo texto e pelo título, a concentração deles, o cuidado em cada detalhe. Estou maravilhado, mesmo. Sabe aquela peça que vai instigando, dando vontade de entrar ali junto (até porque o próprio espaço já sugere, e o diretor avisa que podemos nos locomover durante o espetáculo sem o menor constrangimento: "Os atores estão preparados", garante.) Os atores são da Cia. Teatro Autônomo, a mais nova paixão da minha vida! Adorei a maneira super diferente, singela, real, sutil e bem feita com que fizeram o espetáculo. Experimental? Para alguns, pode ser. Mas eles sabem bem o que fazem. Estou super curioso para assistir as próximas montagens, que serão encenadas em comemoração aos 15 anos da CIa. E muito a fim de ver esse novamente...

Escrito por Bruno às 02h23
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Só com análise...

 Essa semana estive meio caidinho, desanimado, sei lá com o quê. Sou assim mesmo, um turbilhão de emoções, dúvidas e certezas. No meio disso tudo, tento me encontrar. Ou, como disse Cazuza certa vez, "eu vou pagar a conta do analista pra nunca mais ter que saber quem eu sou". Sem mais para o momento, recebi um e-mail bacana e estimulante da Jack Calazans, e resolvi dividí-lo sabe Deus com quem... Até!

É ter esperança no amanhã.
Saber que após a noite vem o dia.
Viver intensamente as emoções!
Pular de alegria.
Não invadir o espaço alheio.
Ser espontâneo.
Apreciar o nascer e o pôr-do-sol.
Amar as pessoas incondicionalmente.
Aproveitar todos os momentos...
Fazer trabalho voluntário.
Vencer a depressão!
Confiar na voz da intuição. Perdoar as pessoas.
Estimular a criatividade.
Não se prender a detalhes.
Brincar como uma criança. Chorar de felicidade...
Deixar para lá.
Ter pensamento positivo.
Respeitar os sentimentos dos outros.
Rir sozinho.
Saber trabalhar em equipe. Ser sincero.
Encontrar a felicidade nas pequenas coisas.
Entender que somos pessoas únicas.
É dançar sem medo.
Não se apegar a bens materiais.
Respirar a brisa do mar.
Ouvir a melodia suave de uma fonte.
Observar a natureza.
Adorar um dia de chuva.
Ter motivação! Enxergar além das aparências.
Descobrir que precisamos dos outros.
Esquecer o que já passou.
Buscar novos horizontes.
Perceber que somos humanos.
Vencer a nós mesmos.
Ver a beleza da alma. Sair da passividade.
Saber que a vida é conseqüência de nossas atitudes...

Não procrastinar as decisões.
Mimar a criança interior.
Deixar acontecer...
Praticar a humildade. Adorar calor humano.
Curtir as pequenas vitórias.
Viver apaixonado pela vida!
Visualizar só coisas boas.
Entender que há limites.
Mentalizar positivo. Ter auto-estima.
Colocar sua energia positiva em tudo que realizar!
Ver a vida com outros olhos...
Só se arrepender do que não fez.
Fazer parcerias com os amigos. Crescer juntos.
Dormir feliz.
Emanar vibração de amor...
Saber que estamos só de passagem.
Melhorar os relacionamentos.
Aproveitar as oportunidades.
Ouvir o coração...
Acreditar na vida!

Marcelo Pontual


Escrito por Bruno às 14h52
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Pecados cometidos

 Numa boa, devo confessar que soa como pecado falar de "Notícias Cariocas" sem mencionar os cenários e projeções do Gringo Cardia, que são fantásticos!! Compõem muito bem o conjunto; em certos momentos, parecemos estar mergulhados numa cachoeira de letras, e enxutos! Maneiríssimo!! Gringo que, aliás, tem feito quase tudo no espaço cênico carioca. E muito bem feito, por sinal! O cara deve receber seus méritos pelos trabalhos, sem dúvida. Também não falei sobre o dia que levei meus jovens do Projeto para assistir a "Espelhos D´água", no Espaço Unibanco. Filme leve, belas imagens do Brasil, reafirmação de crenças e costumes - o que eu acho o máximo! -, relembrando a identidade desse povo que muitas vezes já não sabe quem é nem pra onde vai... Vá lá, o roteiro nem é isso tudo, mas acaba ficando esquecido diante de tanta riqueza cultural. E é um filme simples, de fácil compreensão, o que facilita em muito o alcance de muitas pessoas que precisam ver tudo aquilo. Ah, os jovens adoraram! Só foram 4 (chovia muito, e a bolsa deles ainda não havia saído...), mas ficaram bem contentes na reaproximação com o cinema. Tenho certeza que tinha mais resalvas para fazer aqui, mas agora nem lembro mais... Ah, retardatariamente eu fiquei sabendo que a Iléia Ferraz, que foi minha professora em 99, concorreu com Luciha Lins ao prêmio de Melhor Atriz de 2003 no Prêmio Shell (indicadas por "Nunca pensei que ia ver esse dia" e "A Ópera do Malandro", respectivamente). Acho muito bom ver pessoas bacanas e talentosas crescendo na área, um lance mais do que justo. E a "Ópera" anda fazendo sucesso (e dinheiro) em Sampa, pelo que tenho lido. Os ingressos lá são, o mais barato, o dobro do valor cobrado no Rio. Muito justo também, o espetáculo é completo! Vale o ingresso e muitos aplausos!

  



Escrito por Bruno às 01h36
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Efeito Borboleta

 Apesar do frio que vem congelando os cariocas, resolvi ir ao cinema assistir alguma coisa, para não ficar o fim de semana inteiro em casa (a grana acabou!). Com a ajuda de um amigo influente nos cinemas cariocas, assisti, meio sem saber porque, o filme "Efeito Borboleta". Pra minha surpresa, me senti bastante envolvido com o filme! Sabe quando as situações parecem familiares? Então, foi essa a sensação na poltrona. Eu já havia me questionado diversas vezes sobre o que rola no filme: como seria a minha vida se eu pudesse voltar numa situação singular, daquelas que tornam-se divisor de águas na nossa vida, mas que a gente nem sabe, ainda. Separação dos pais, palavra não dita, ato mal realizado, enfim, toda e qualquer situação de escolha. E se tudo pudesse ser diferente? O fatídico "e se..." sempre me acompanhou, e agora vejo um filme que parecia uma espécie de cópia dos meus pensamentos - sem sacanagem. Só não era tão editado e trágico, mas rolava. O roteirista me espionou, grampeou meu telefone! Que máximo!! Que filme estimulante, nem piscava direito. De repente alguém assiste e nem acha tanto, mas foi ótimo, as pessoas perguntavam coisas para que estava do lado; envolveu a platéia, mesmo. Um barato. Atores bons, desfecho bacana, rola até uma musiquinha maneira. Tô a fim de voltar. A trama envolve, e nem surta tanto. Depois emendei com "Querido estranho", filme não recomendado para quem não aprecia problemas de família. Sabe aquelas situações cruéis que rolam nas famílias? Tá, não na sua, mas na do vizinho ou de um amigo, que seja? Então, o filme escancara situações em que seria impossível permanecer passível, mas boa parte dos personagens assim o faz. Incomoda, mostra extremos, apenas, sem soluções. Sei lá, mas hoje eu não estava muito a fim desse tipo de filme, embora adore um drama. O próprio "Efeito..." é um drama, mas dá uma levantada na alma. Esse é muito pra baixo, meio sádico, com requintes de crueldade. Deu vontade de sair, de tanto absurdo que a gente vê. Pode ser aquela história de "misturar ficção com realidade", embora isso não costume acontecer comigo, mas que enjoou, enjoou. Adoro os atores (Emílio de Melo, Sueli Franco, Ana Beatriz Nogueira), acho a história até bacana, mas não saem dos extremos, aí é que dói. Se é cruel ou bonzinho-educado-reprimido. Sufoca, dá até medo de se deparar com situações assim. Ah, lance de família mexe comigo, mesmo. Volto outra hora, com novidades.

       



Escrito por Bruno às 01h47
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Notícias cariocas!!

 Ainda com a idéia de aproveitar as férias, fui ontem assistir "Homem Aranha 2", com o Pedro e seu indefectível contexto, gratuitamente, no cinema Palácio. O cinema é maneiríssimo, nunca havia entrado ali. Enorme, mesmo, uma tela absurda! Ainda tem gente que ama os Cinemarks da vida. Eu também amo, mas o Palácio é muito mais envolvente, tem um estilo, um charme próprio, enfim. Gostei do filme, mas ainda assim não acho isso tudo, não. Saí mais empolgado no 1º, brincando com meu irmão de lançar teias pelos punhos. O meu lado apocalíptico falou mais alto, e fiquei um pouco incomodado com o excesso de efeitos, tudo muito bem feito, mas um tanto inacreditável. Ah, bobagem, deve ter sido o excesso de sono, pois dormi pouco, esta noite. a empolgação aumentou apo assistir "Notícias Cariocas", cm a Cia. dos Atores, no CCBB. Muito bacana, pois retrata o cotidiano de redações jornalísticas dos anos 50, e abusa de jargões. Ao final da peça, o Pedro me falou que percebeu minha empolgação quando um personagem (acho que o dono do jornal menor) disse, em cena, que suas "linotipos eram do tempo de Gutemberg". Foi bom não ter colado nas provas de História da Comunicação!! Sem contar as interpretações, super legais, de todo o elenco. Uma pena que as pessoas soltem suas maiores risadas tão somente nas falas da personagem da Drica Moraes (quase minha prima...), por já conhecê-la da tv e mesmo sem esperar suas frases acabarem. É o peso do público formado pela televisão... Não que a atriz não mereça, muito pelo contrário, mas a gente acaba diferenciando as risadas. Mas merecem créditos idem Susana Ribeiro e Marcos Valle, bem articulados e verossímeis, assim como o elenco restante. Eu falo nos que curto mais, mas todo o elenco está bem. O programa da peça, em formato tablóide, é muito bom, apresenta o elenco, os 15 anos do grupo e o passo a passo da montagem, da inscrição para o CCBB à estréia, com as idas e vindas de nomes possíveis para o elenco, assim como um movimento idem dos personagens e situações, criados em menos de um ano. Vale a pena assistir, embora não seja nenhum best seller, principalmente para a galera de Jornalismo, ou para os que curtem o clima de redação.



Escrito por Bruno às 18h32
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Fábrica de ilusões

 Não estava muito a fim de colocar aqui, mas como tem mais pessoas sabendo do que eu imaginava, relatarei minha experiência inicial na fábrica de ilusões chamada Projac. Estive lá gravando uma participação no "Casseta & Planeta" (figuração de luxo...), onde fiz um dos músicos dos Los Hermanos, no dia 12/07. É, pode-se considerar como um presente de aniversário, pois foi bem bacana. Conheci algumas pessoas, mas fiquei batendo papo mesmo com o Douglas, namorido da DonaFê que foi comigo. O cara já é tarimbado no local, conhece os lugares e pessoas, o que ajudou bastante. O Projac é maior do que imaginava. Como sou meio quase totalmente desbussolado, fiquei atento aos caminhos, pois não sabia a hora que sairia de lá, nem quem estaria comigo para me guiar... Santa intuição! Cheguei antes das 10h e só saí após as 18... Ou melhor, só comecei a gravar após as 18h. Rapadura é doce, mas não é mole, não! Mas não dá nem pra reclamar, pois fui super bem tratado, da alimentação à hora do "gravando!". Comi muito bem, a galera da maquiagem foi dez, ajudando em tudo, do colocar um cavanhaque até emprestar um creminho deles para tirar o excesso de cola depois. Inclusive no durante, ajudando com as ataduras que tivemos que colocar. Muita gente bonita (pra variar...), Luana Piovani na mesma sala de maquiagem, etc, etc. Bacana, né?! Não queria escrever para não parecer deslumbramento, mas acho que relatei bem friamente. Mesmo porque o que a gente sente num lugar assim é difícil de explicar. Deu pra desmistificar algumas coisas, ser seduzido por outras, mas assim é em qualquer tempo da vida. Apesar das inúmeras ressalvas que sei que escutarei (pelos xiitas e ortodoxos de plantão), não me arrependo em nada, nem teria porquê. Afinal, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é! Os comentários e olhares maliciosos em função do ocorrido eu tiro de letra! Mas, por favor, aliviem meu anjo da guarda!

Escrito por Bruno às 18h12
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