Tudo precisa de um começo...ou de um pedaço de mim.
Salve, galera!!! Depois de muito refletir e pesquisar, resolvi botar a escrita em dia. Não pretendo aqui praticar redação jornalística, tampouco salvar rascunhos a fim de melhorá-los - já faço uma seleção inconsciente do que irá ao "ar". Não irei fazer tanta censura assim. Ah, também não pretendo ser o mais lido, ou mais querido, apenas preciso dar vazão à necessidade de escrever sobre coisas importantes para mim. Também não tenho a pretensão de tomar o lugar de Bárbara Heliodora ou Macksen Luiz, mas contarei o que curti nas peças que assisti. Já sabendo disso, podem continuar... Para botar o papo em dia, tive que sentar mais uma vez na cadeira do Teatro Carlos Gomes para assistir ao musical "A Ópera do Malandro", de Chico Buarque. Ah, sim, é melhor explicar logo: me amarro no Chico Buarque e sou louco por teatro, apaixonado por musicais. Aí, já viu, né?! Difícil sair da platéia como cheguei... Desde a primeira vez, em Novembro passado, saí com a sensação de querer estar ali no palco (como sempre saio depois de assistir peças bem feitas...). Some a isso a vontade de contar para todos o que vi, a necessidade de expor opiniões, o desejo de ver tudo de novo (inclusive, após assistir pela segunda vez) e a inevitável emoção transbordando pelos olhos, boca e todos os outros sentidos, digamos. Se faz necessário salientar a qualidade do espetáculo, em todos os sentidos. O elenco é primoroso, as vozes cantando dão arrepios. Sem exageros. O que são Alessandra Maestrini (Lúcia) e Sabrina Korgut (Fichinha)? A primeira entra no segundo ato e ganha a cena de cara. Preenche o palco, assume o seu ser. Lúcia é aquele tipo de mulher que assusta e apaixona, ao mesmo tempo - o meu tipo favorito, diga-se de passagem... E Fichinha não cativa apenas o Sr. Duran, Max Overseas e o resto do elenco masculino, mas toda a platéia. E cantam divinamente bem. Emocionam, mesmo. Eu fico de cara, boquiaberto com essas moças em cena. São humanas e verdadeiras, convencem com seus tipos. Lucinha Lins e Alexandre Schumacher (adoráveis em seus papéis) também não ficam atrás. O elenco é, enfim, fantástico. E por serem assim, mexerem com um pedaço de mim, que resolveu escrever e entregar-se a isso. Acho que o recado está mais do que dado: assistam o musical. É tudo de bom, lava a alma e mostra que o teatro brasileiro é capaz de realizar excelentes produções e musicais de primeira. A grana para fazer teatro, sabemos, é pouca. Mas não é pouca a garra, a vontade de fazer um bom trabalho, de querer viver a arte e passar coisas positivas a quem interessar possa. E a "Òpera" consegue isso tudo. Beijão para Sabrina e Alessandra, pessoas queridas, e muito sucesso pra vocês!! Baixa o pano.
Escrito por Bruno às 21h00
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