A letra...
Falei na música e me deu vontade de colocar a letra de "O mundo é um moinho" aqui. Uma das músicas da minha vida. Aí vai a letra:
Ainda é cedo, amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora saibas que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares, estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés.
Muito bom, né?! Decora e canta!!
Escrito por Bruno às 18h59
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Seres padronizados, modificai-vos!!
É, definitivamente o computador não é o melhor amigo do homem! Justamente nesse fim de semana que eu mais precisava dele para escrever isso e outras coisas, ele me deixou na mão. Estou nesse momento no laboratório da facul, refúgio dos momentos sem-computador. Mas vamos ao que interessa. Passei sexta e sábado na casa da Jane, assistindo a alguns dvd´s que ela alugou para nos atualizarmos na sétima arte. Entre os seis alugados, peguei "Sete minutos", peça de teatro escrita, produzida e interpretada pelo Antônio Fagundes (e elenco). Até aqui, nunca havia visto uma peça de teatro em tv que valesse a pena assistir até o final - definitivamente, são linguagens beeeem diferentes - mas esse foi bem filmado e editado, de forma não cansativa e interessante. E dá pra entender, o que é melhor ainda. Assistindo, entendi que o recado que passam realmente não poderia se restringir ao teatro, mesmo porque dessa forma grande parte das pessoas não teriam acesso. Uma das maiores verdades que ouvi na peça-dvd : "O teatro virou a ante-sala da pizzaria!" Um tanto radical, mas com um fundo de verdade. As pessoas não vêem mais o teatro como algo mitificado, sagrado; não entendem que, para o espetáculo acontecer, os atores precisam tanto da platéia quanto a platéia dos atores. E é disso que trata a peça. Adorei do início ao fim, e acho que quem alugou o dvd - ou assistiu a peça - curtiu, certamente. Ano passado, assisti a uma peça chamada "O mundo é um moinho" (com Cláudio Cavalcante e Caio Blat, entre outros), que assim como "Sete minutos", fala sobre o universo de quem faz teatro. Claro que é sob outra ótica, outras dificuldades (aqui já mais a ver com quem rala pra viver da arte...), sobre ética, enfim, mas com igual prazer. É tão gostoso vermos algo que poderia ter saído de nossas bocas, mostrando nossos pensamentos, com tamanha qualidade! Assisti duas vezes, no Teatro do Leblon. Como convidado, porque eu também não tô com essa bola toda pra pagar muito, não... O próprio título já atrai, fazendo lembrar a bela canção do Cartola. E a peça é como um grito, um desabafo. Pelo menos me pareceu assim, e como "assim é se lhe parece"... No domingo, dia 02/05, fui assistir "A presença de Guedes", a convite da Stella (Mª Rodrigues), que foi minha diretora há alguns anos e é uma pessoa muito querida até hoje. A peça é bem legal, tem interpretações bacanas, mas me fez ficar ligado numa coisa em especial: o "Guedes" de cada um. Traduzi como qualquer coisa que quer limitar, sufocar, tenta tirar nossa liberdade, enfim, quer padronizar, mesmo. E isso se dá porque permitimos, né! Sabe aquela coisa de "os vizinhos vão falar", "o que vão pensar de mim"? É próximo disso. É necessário que se jogue o "Guedes" pela janela, no meio do Atlântico, queime na fogueira, sei lá, mas que seja de maneira a não deixá-lo interferir na nossa vida, nos nossos planos e sonhos. Na peça vemos a diferença que a ausência de um Guedes faz... Pra melhor!! Ou, ao menos, para um melhor auto-conhecimento. Cai a repressão, a censura, e a vida fica como ela é, sem hipocrisias. Parece libertino, mas a idéia é outra. Vale assistir. O programa da peça também fala mais coisas, mas deixei em casa, não tenho nem como copiar um trecho pra dar uma idéia. Mas quem ficou curioso, vai lá. É bem legal. Pena que o Othon Bastos fez sua última apresentação nesse dia. Sorte a minha, que pude vê-lo no teatro. Grande ator! O texto do Miguel Paiva é muito bacana, já é o segundo de teatro que conheço. E como não podia deixar de falar, a Stella está uma graça, adoro o tempo dela de comédia! E a beleza em cena... Por hoje é só!
Escrito por Bruno às 18h44
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