Encontros sem despedidas
É, a semana passou rapidinho... Sexta-feira eu voltava com o Maia de mais um dia de labuta no Cemasi, papeando ingenuamente, até que lembramos da música "Encontros e Despedidas", gravada agora pela Maria Rita. Essa música mexe mesmo com a gente, né, não dá (graças a Deus!!) para ficar indiferente! Passou, então, um "mini flash back" de várias pessoas e situações que, invariavelmente, se perdem na nossa vida. Lembrei logo do convite que a Drica fizera para que eu fosse na casa dela hoje assistir à alguns filmes clássicos antigos, daqueles maravilhosos. Já estava em casa quando liguei confirmando que iria lá, na Tijuca, embora tivesse acabado de chegar da Mangueira... Cheguei já tarde na casa da Drica, que é convidativa e aconchegante - ainda mais com esse friozinho... O Pedro Paulo também estava lá, assim como as amigas da Drica que dividem a casa com ela. Fomos logo botar a conversa em dia, e sentimos falta da Luciana, uma das pessoas mais loucas que já conheci, aquele tipo de pessoa que chega e levanta o astral, sem falar - valha-me Deus! - quando sobe num palco, onde fica em casa e faz tudo muito bem. Falamos de tudo o que nos faz feliz, de amigos a teatro (apesar de que, nesse caso, uma coisa está dentro da outra), e lembramos de uma galera querida: Ivan, Samantha, Lidiane, Pedrinho, Wellington, entre tantos outros. Galera querida dos palcos desde a época do curso no Cidan. Acabamos desistindo de ver os filmes, já que a conversa fiada ia tão bem. A Drica começou a achar poesias e textos de peças, que fomos lendo. Entre eles, surgiu um texto argentino maravilhoso, que tinha três personagens: Ângelo, Esther e o Camareiro, e lemos nessa ordem: eu, Drica e Pedro Paulo. Me identifiquei de cara com os problemas do personagem, e o texto ficou tão entranhado, que a uma certa altura a Drica precisou pedir para eu ler mais baixo. Diante da empolgação nem lembrávamos que já eram quase 5h... Ainda assim, fizemos uma espécie de debate sobre as percepções gerais e intenções do texto. Como essa leitura me fez bem; foi bom praticar leitura de mesa, ainda mais sendo entre amigos! Dormimos, enfim. No sábado, aproveitei para assistir “Viva Voz” e “Tróia” no cinema onde o Pedro trabalha. Vi os dois seguidos, e fiquei no cinema das 14h40 às 19h. Mas valeu a pena. O primeiro é muito bom, tem uma linha de comédia de costumes, ou algo do tipo, com situações realmente inacreditáveis. Mas diverte bem, e percebo nele um certo ar “paulista”. O roteiro é bem legal. Porém, “Tróia” foi, para mim, a grande pérola do dia: de cenários (locações) à emocionante cena entre Príamos (Peter O´Toole, espetacular!!!) e Aquiles (Brad Pitt), já na reta final do filme. Fala sério, o filme é bom demais!! Muito bacana, mesmo, de arrepiar. Já tinha ouvido comentários nem tão positivos sobre o filme, mas, desculpem-me os mais críticos, o filme vale o apelo comercial que tem! A saga é fantástica quando contada em livros ou aulas, interpretada, então... Quem quiser ver, me chama! O único incômodo dentro da sala foi ter lembrado do cavalo de Tróia que assolou o meu computador dias atrás... Ah, foi inevitável lembrar do presente de grego que recebi, né?! Pra encerrar, vou citar aqui uma frase que resume bem o lado cruel dessa nossa vida de artista, que achei no programa da peça “A mulher sem pecado” de Nelson Rodrigues, na casa da Drica, e é de autoria de Roberto Rodrigues: “Quando eu era pequeno, um senhor disse que o artista morria de fome. O castigo melhor era deixá-lo viver. A própria arte se encarrega de matá-lo muito mais lenta e cruelmente. Não vês como a mãe tem pena do filho artista?”.
Escrito por Bruno às 23h59
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A festa
Rolou uma festinha na Escola de Teatro Martins Pena ontem, lá no Centro, e eu fui dar uma conferida para descobrir o que as famosas festinhas de lá tem... Adoro esses mitos do teatro!! A "nega" Lidiane é aluna de lá desde o ano passado, e mandou chamar uma galera da nossa fase Cidan para a festa. Embora todos tenhamos nos esforçado, só foi - daquela época - a Thaiane, Jaqueline, Lidi e eu, o único representante masculino de "Enfim, o paraíso". A festa até poderia ter lotado mais, mas a chuva torrencial que caiu sobre o Rio não ajudou muito, não. Aliás, o grande medo da Jack era outro: que a galera jovem e interessante fosse toda para o Vibezone (ou "Vai, bisonho", como preferirem...), o que não aconteceu. Bom, pelo menos a contar pela galera que esteve presente... Gente bonita e louca - típicos do teatro e tipos que eu adoro, particularmente. A começar pela Lidi, super amiga desde 99 e nossa "personal anfitriã". Como o tema era "A mão do palhaço", o que não faltou foi autênticos representantes do circo... Uma pena que eu não tenha descolado um figurino a tempo para curtir ainda mais! Mas assim mesmo deu um bom caldo, a noite. Suamos muito ao som de Skank com a musiquinha da hora "Vou deixar a vida me levar pra onde ela quiser, etc...", e outros gritos do tipo. Muuuuito bom! Foi bom inclusive para eu perceber que estou um pouco fora de forma, ficando cansado lá pelas três e pouca da manhã... Mas unimos nossa força e zoação e agüentamos firme até as 5h e pouca. Já avisei a Lidi para me chamar para a próxima festa. Não quero perder por nada... Agora, preciso descansar!! E voltar aos projetos diários.
Escrito por Bruno às 01h39
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