Cenas
Duas semanas, muitas cenas. Fictícias ou não. Mas o barato da primeira foi poder assistir, de pré-estréia, "A primeira noite de um homem", no Teatro Clara Nunes. Cenários funcionais, super reais, Vera Fischer "ao natural", digamos, por quase um minuto, e uma grata surpresa por parte de Armando Babaioff, que faz Benjamim. Tá certo que fiquei meio bolado por nem ter feito o teste, embora tenha mandado material na época, mas a escolha foi boa. Mas o preço tá salgado, pra quem for assistir agora pagando. É, porque eu consegui ver de graça! Domingo, day after ao dia dos namorados, fomos eu, Jane e Vágner assistir "Cazuza - O tempo não pára". TUDO DE BOM!! Daniel de Oliveira manda muuito bem (acho o máximo atores que se sujeitam à tudo pelo personagem, e ele abusou, fez fonoaudióloga para falar com a língua presa e emagreceu vários quilos, para a fase terminal do poeta), como todo o elenco. É daqueles filmes que mexem com a gente, e cujas músicas depois não páram de tocar na "vitrola mental" - não páram mesmo!! Já cedi à pressão comercial e comprei o "Millenium" do Cazuza, para matar a saudade. Como bem disse Lucinha Araújo outro dia, "não dá para sair do cinema como entramos". Falem o que quiser, mas o cara soube aproveitar a vida - do modo dele, mas soube. E é por aí, mesmo. Quem poderá ditar o caminho para nossos passos? O cara acreditou, zoou, curtiu e aconteceu. Hoje é referência de uma geração. Pra entender, tem que assistir. E após o conturbado período de provas, pude assistir "O despertar da primavera", texto que conheci através de insistência do Ivan - "Bruno, esse texto tem monólogos ótimos". E muito mais, sem sombra de dúvida. Moritz Stiefel é o cara!! Sempre fui amarradão nesse personagem, e pude ver nessa montagem o Pedro Henrique, amigo do teatro, fazer o Melchior, um personagem ótimo, cheio de nuances e cenas bacanas, onde reafirma seu talento para a arte. Pedrinho dá show! Eo carinha que faz Moritz também, devo ressaltar. Meu Deus, o que é aquela cabeça embaixo do braço? E a luz das cenas, pontuando muito bem os sentidos de tudo? A direção também é ótima, utiliza bem o espaço cênico e seus atores. Ficamos encantados - eu, Drica e Pedro Paulo - , e já falamos para o Pedrinho que vamos divulgar, indicar, e voltar no último dia para confraternizar depois até amanhecer... Quem não assistiu, deve ir, mesmo que já tenha assistido outra montagem. Até Bárbara Heliodora falou bem! Tudo bem que esse não deve ser um critério tão importante para assistir um espetáculo (afinal, é uma opinião de quem entende, apenas), mas acaba contando ponto, né?! Estamos na torcida para a peça seguir adiante, ficar em outro teatro após essa temporada no Gláucio Gil. Mas quem quiser ir agora ainda dá, tempo, mas é bom se apressar, pois - como é mesmo aquele refrão?!?! hehehe... - o tempo não pára!! E a vida segue!! Salve os bons trabalhos cênicos, e que os deuses do teatro nos abençoe!
Escrito por Bruno às 02h16
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