Efeito Borboleta

 Apesar do frio que vem congelando os cariocas, resolvi ir ao cinema assistir alguma coisa, para não ficar o fim de semana inteiro em casa (a grana acabou!). Com a ajuda de um amigo influente nos cinemas cariocas, assisti, meio sem saber porque, o filme "Efeito Borboleta". Pra minha surpresa, me senti bastante envolvido com o filme! Sabe quando as situações parecem familiares? Então, foi essa a sensação na poltrona. Eu já havia me questionado diversas vezes sobre o que rola no filme: como seria a minha vida se eu pudesse voltar numa situação singular, daquelas que tornam-se divisor de águas na nossa vida, mas que a gente nem sabe, ainda. Separação dos pais, palavra não dita, ato mal realizado, enfim, toda e qualquer situação de escolha. E se tudo pudesse ser diferente? O fatídico "e se..." sempre me acompanhou, e agora vejo um filme que parecia uma espécie de cópia dos meus pensamentos - sem sacanagem. Só não era tão editado e trágico, mas rolava. O roteirista me espionou, grampeou meu telefone! Que máximo!! Que filme estimulante, nem piscava direito. De repente alguém assiste e nem acha tanto, mas foi ótimo, as pessoas perguntavam coisas para que estava do lado; envolveu a platéia, mesmo. Um barato. Atores bons, desfecho bacana, rola até uma musiquinha maneira. Tô a fim de voltar. A trama envolve, e nem surta tanto. Depois emendei com "Querido estranho", filme não recomendado para quem não aprecia problemas de família. Sabe aquelas situações cruéis que rolam nas famílias? Tá, não na sua, mas na do vizinho ou de um amigo, que seja? Então, o filme escancara situações em que seria impossível permanecer passível, mas boa parte dos personagens assim o faz. Incomoda, mostra extremos, apenas, sem soluções. Sei lá, mas hoje eu não estava muito a fim desse tipo de filme, embora adore um drama. O próprio "Efeito..." é um drama, mas dá uma levantada na alma. Esse é muito pra baixo, meio sádico, com requintes de crueldade. Deu vontade de sair, de tanto absurdo que a gente vê. Pode ser aquela história de "misturar ficção com realidade", embora isso não costume acontecer comigo, mas que enjoou, enjoou. Adoro os atores (Emílio de Melo, Sueli Franco, Ana Beatriz Nogueira), acho a história até bacana, mas não saem dos extremos, aí é que dói. Se é cruel ou bonzinho-educado-reprimido. Sufoca, dá até medo de se deparar com situações assim. Ah, lance de família mexe comigo, mesmo. Volto outra hora, com novidades.

       



Escrito por Bruno às 01h47
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Notícias cariocas!!

 Ainda com a idéia de aproveitar as férias, fui ontem assistir "Homem Aranha 2", com o Pedro e seu indefectível contexto, gratuitamente, no cinema Palácio. O cinema é maneiríssimo, nunca havia entrado ali. Enorme, mesmo, uma tela absurda! Ainda tem gente que ama os Cinemarks da vida. Eu também amo, mas o Palácio é muito mais envolvente, tem um estilo, um charme próprio, enfim. Gostei do filme, mas ainda assim não acho isso tudo, não. Saí mais empolgado no 1º, brincando com meu irmão de lançar teias pelos punhos. O meu lado apocalíptico falou mais alto, e fiquei um pouco incomodado com o excesso de efeitos, tudo muito bem feito, mas um tanto inacreditável. Ah, bobagem, deve ter sido o excesso de sono, pois dormi pouco, esta noite. a empolgação aumentou apo assistir "Notícias Cariocas", cm a Cia. dos Atores, no CCBB. Muito bacana, pois retrata o cotidiano de redações jornalísticas dos anos 50, e abusa de jargões. Ao final da peça, o Pedro me falou que percebeu minha empolgação quando um personagem (acho que o dono do jornal menor) disse, em cena, que suas "linotipos eram do tempo de Gutemberg". Foi bom não ter colado nas provas de História da Comunicação!! Sem contar as interpretações, super legais, de todo o elenco. Uma pena que as pessoas soltem suas maiores risadas tão somente nas falas da personagem da Drica Moraes (quase minha prima...), por já conhecê-la da tv e mesmo sem esperar suas frases acabarem. É o peso do público formado pela televisão... Não que a atriz não mereça, muito pelo contrário, mas a gente acaba diferenciando as risadas. Mas merecem créditos idem Susana Ribeiro e Marcos Valle, bem articulados e verossímeis, assim como o elenco restante. Eu falo nos que curto mais, mas todo o elenco está bem. O programa da peça, em formato tablóide, é muito bom, apresenta o elenco, os 15 anos do grupo e o passo a passo da montagem, da inscrição para o CCBB à estréia, com as idas e vindas de nomes possíveis para o elenco, assim como um movimento idem dos personagens e situações, criados em menos de um ano. Vale a pena assistir, embora não seja nenhum best seller, principalmente para a galera de Jornalismo, ou para os que curtem o clima de redação.



Escrito por Bruno às 18h32
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Fábrica de ilusões

 Não estava muito a fim de colocar aqui, mas como tem mais pessoas sabendo do que eu imaginava, relatarei minha experiência inicial na fábrica de ilusões chamada Projac. Estive lá gravando uma participação no "Casseta & Planeta" (figuração de luxo...), onde fiz um dos músicos dos Los Hermanos, no dia 12/07. É, pode-se considerar como um presente de aniversário, pois foi bem bacana. Conheci algumas pessoas, mas fiquei batendo papo mesmo com o Douglas, namorido da DonaFê que foi comigo. O cara já é tarimbado no local, conhece os lugares e pessoas, o que ajudou bastante. O Projac é maior do que imaginava. Como sou meio quase totalmente desbussolado, fiquei atento aos caminhos, pois não sabia a hora que sairia de lá, nem quem estaria comigo para me guiar... Santa intuição! Cheguei antes das 10h e só saí após as 18... Ou melhor, só comecei a gravar após as 18h. Rapadura é doce, mas não é mole, não! Mas não dá nem pra reclamar, pois fui super bem tratado, da alimentação à hora do "gravando!". Comi muito bem, a galera da maquiagem foi dez, ajudando em tudo, do colocar um cavanhaque até emprestar um creminho deles para tirar o excesso de cola depois. Inclusive no durante, ajudando com as ataduras que tivemos que colocar. Muita gente bonita (pra variar...), Luana Piovani na mesma sala de maquiagem, etc, etc. Bacana, né?! Não queria escrever para não parecer deslumbramento, mas acho que relatei bem friamente. Mesmo porque o que a gente sente num lugar assim é difícil de explicar. Deu pra desmistificar algumas coisas, ser seduzido por outras, mas assim é em qualquer tempo da vida. Apesar das inúmeras ressalvas que sei que escutarei (pelos xiitas e ortodoxos de plantão), não me arrependo em nada, nem teria porquê. Afinal, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é! Os comentários e olhares maliciosos em função do ocorrido eu tiro de letra! Mas, por favor, aliviem meu anjo da guarda!

Escrito por Bruno às 18h12
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Dos 22 e 23...

 Aahhn, que preguiça!! Com esse frio e tantas coisas para ler, fazer, ouvir e assistir, não tenho tido como parar aqui para fazer uma escrita no mínimo legal, relatando todos os lances bacanas. Mas um resumão vai rolar agora, senão eu surto de tantas coisas para lembrar... Acho que fiz algo antes, mas no dia 08/07 fui com o Pedro Paulo na estréia do musical "Cristal Bacharach", no Teatro Glória, onde uma história se desenrola ao som das músicas (conhecidas e bacanas) do autor Kurt Bacharach. Para minha surpresa, no elenco estão , entre outros, Stella Maria Rodrigues e Marya Bravo, velhas conhecidas (no melhor sentido da palavra!) minhas e do teatro musical brasileiro. Tomei um susto, de início, afinal outro dia assisti Stella na "Presença de Guedes", e nem falamos sobre essa peça. Mas foi uma boa surpresa, tem uma cena muito legal de surto da Stella como uma cabeleireira... Aproveitando o ensejo, ela me chamou para assistir, dia 13/07, outra estréia dela, dessa vez no Café Pequeno, com a peça "1/4 de amor". Muito legal, também. Adoro aquele teatro, e a peça coube ali direitinho, em todos os sentidos. Poucos atores, poucos objetos cênicos, enfim... De lá já fui com a Drica para a casa do Carlos e Vanessa, onde comecei a comemorar meu aniversário. Mas eu estava meio chateado, pois esqueci dois dos quatro convites que a Stella me deu e só pude levar a Drica comigo... Foi mal, Pedro e Vanessa, depois iremos à forra! Espetáculo é o que não falta... Saí de Ipanema rumo à minha casa na manhã seguinte, ainda com um pouco de sono (fomos dormir às 3h e blau, e acordei às 7h30...). Curti um pouquinho com meu irmão e minha mãe, que me aguardavam ansiosos. Essa criaturinha de 4 anos é uma coisa, tentou disfarçar horrores para descer e trazer um bolo pra mim, mas explicava tanto que deu bandeira... Mas nem por isso o bolo perdeu o sabor né?! E a frase dele dessa semana?! "Eu te olho com olhos de latifundiário." , ele disse para os boquiabertos irmão e mãe!! Meu Deus!! De onde essa criança tirou isso? No Jardim II onde ele estuda ainda não rola aula de História, não... E nem uso essa palavra no meu humilde vocabulário. Eu, hein?! Enfim... tive que encarar uma reunião do Projeto, lá na CR, um espaço da Prefeitura. Minha saída foi anunciada. Eu já planejava, e resolvi falar isso logo. Encontrei minha galera na Piaceres, rodízio de pizzas lá do Barra Square, uma delícia... Fomos pouco mais de 10, mas com qualidade. Me diverti muito, e ainda tive a oportunidade de ver as Patrícias (é, são duas!) da faculdade num ponto de ônibus, esperando a Consu pegar o ônibus dela pra Tijuca. Tirei até uma foto! Sei lá quando verei isso de novo, hehehe... Zoei muito as duas. Na sexta, 16, assisti a Renato Vieira Companhia de Dança no Teatro Carlos Gomes, no espetáculo "Memória do Corpo". Rola uma inveja do bem quando a gente vê coisas super difíceis sendo executadas com tanta simplicidade. Nem me imagino ali, não dá... Meu lance em palco é teatro, mesmo. Cada vez que assisto algo de dança percebo mais isso. E no sabadão fui com o Pedro ver "Convite de casamento", com direção do Cacá Carvalho e atuação de atores do Pará. Foi bacana. De lá fui parar num trailler com um cachorro quente ótimo no Méier, comi logo dois... Tem sido difícil achar um que preste! Agora assisti João Ubaldo Ribeiro na tv (coisa rara...) dizendo que não consegue comer nada nos restaurantes de calçada, digamos, aqui no Rio. Aqueles abertos, que invadem as calçadinhas de pedras portuguesas e tantas outras. Medo da violência? Antes fosse. Ele diz que, ao contrário dos cariocas "anestesiados", não consegue nem partir o bife com aquelas crianças e velhinhos ao redor, famintos nas calçadas. Falar mais o quê? É isso, mesmo. O cara manda bem demais, e falou de uma maneira muito mais sensível do que essa forma como escrevi aqui. A gente acaba se sentindo culpado por eles. E muitas vezes acho que somos, mesmo.

            



Escrito por Bruno às 01h14
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