Há algum sentido em mim que basta!!!!
Saí de casa para assistir a mostra de filmes engajados "De olhos bem abertos", no CCBB, mas bons ventos me levaram para um outro canto no próprio espaço. Atrasado, perdi a senha que era limitada a 80 (!) felizardos, e não pude ficar na dobradinha exibição/debate-papo-cabeça que rolaria depois. Uma pena. Perderam minha presença... Em compensação, os deuses do teatro me sopraram no ouvido "Aproveita o embalo e assiste "Deve haver algum sentido em mim que basta". Segui seu conselho e nem me arrependi. Paguei pelo último ingresso (e você me diz que coincidências não existem? Hã-hã...) e, para gastar bem meu tempo dei uma esticada na exposição "Onde está você, Geração 80?", no mesmo CCBB que, aliás, a cada dia se torna mais próximo do protótipo do paraíso das artes. Ih! Peguei pesado... Exposição maneiríssima, arte a mil, hora da peça! O espaço, Teatro III, foi reduzido em uma sala comprida cercada de um cenário todo feito de papel pergaminho, fazendo le,brar alguma coisa japonesa. Oriental. Cadeiras colocadas lado a lado, por toda a parede. É ali que se senta o público. E um chão repleto de folhas secas de Amendoeira, daquelas bem amareladas, em grande quantidade. Nõa se vê o chão do teatro! E não há palco. Fiquei apreensivo, afinal estava sozinho e sem ter em quem me agarrar se me puxassem para um número de platéia. Pura bobagem... A linha da peça é bem outra, e eu já esperava mesmo isso, uma vez que com um título maravilhoso desse, não podiam fazer ali o "teatro da Dona Chiquinha", como costuma dizer o Ivan. A peça toda se passa ali, tête-à-tête, e os atores sequer falam num tom teatral. Não precisam, o espaço e aproximidade com o público causam um certo ar de intimidade que dispensa algumas técnicas teatrais. E o teto, subindo e descendo? Eu estava achando que já era uma viagem minha em função do texto... A primeira atriz em cena, Gisele Fróes, magnetiza todos os olhares para sua performance, irretocável! Que atriz fabulosa!!! Aliás, todo elenco é muito bom, e como são só mais quatro, dá para colocar os nomes aqui: Adriano Garib, Diogo Salles, Miwa Yanagisawa e Otto Jr. Super à vontade em cena, eles fazem o público se sentir da mesma maneira, embora os questionamentos que o texto sugere. E é mais um texto que parece imprimir um pouco de mim, das pequenas graças do cotidiano às sandices dos momentos de solidão em casa (aqueles em que falamos sozinhos, tramamos coisas, enfim...). E pra ser sincero, nem acho isso sandice - e também na peça não é mostrado como tal. A luz é fundamental, complementa as situações de forma bem peculiar. Tudo é muito bom, a entrega dos atores, os sentidos expostos no palco pelo texto e pelo título, a concentração deles, o cuidado em cada detalhe. Estou maravilhado, mesmo. Sabe aquela peça que vai instigando, dando vontade de entrar ali junto (até porque o próprio espaço já sugere, e o diretor avisa que podemos nos locomover durante o espetáculo sem o menor constrangimento: "Os atores estão preparados", garante.) Os atores são da Cia. Teatro Autônomo, a mais nova paixão da minha vida! Adorei a maneira super diferente, singela, real, sutil e bem feita com que fizeram o espetáculo. Experimental? Para alguns, pode ser. Mas eles sabem bem o que fazem. Estou super curioso para assistir as próximas montagens, que serão encenadas em comemoração aos 15 anos da CIa. E muito a fim de ver esse novamente...
Escrito por Bruno às 02h23
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Só com análise...
Essa semana estive meio caidinho, desanimado, sei lá com o quê. Sou assim mesmo, um turbilhão de emoções, dúvidas e certezas. No meio disso tudo, tento me encontrar. Ou, como disse Cazuza certa vez, "eu vou pagar a conta do analista pra nunca mais ter que saber quem eu sou". Sem mais para o momento, recebi um e-mail bacana e estimulante da Jack Calazans, e resolvi dividí-lo sabe Deus com quem... Até!
É ter esperança no amanhã. Saber que após a noite vem o dia. Viver intensamente as emoções! Pular de alegria. Não invadir o espaço alheio. Ser espontâneo. Apreciar o nascer e o pôr-do-sol. Amar as pessoas incondicionalmente. Aproveitar todos os momentos... Fazer trabalho voluntário. Vencer a depressão! Confiar na voz da intuição. Perdoar as pessoas. Estimular a criatividade. Não se prender a detalhes. Brincar como uma criança. Chorar de felicidade... Deixar para lá. Ter pensamento positivo. Respeitar os sentimentos dos outros. Rir sozinho. Saber trabalhar em equipe. Ser sincero. Encontrar a felicidade nas pequenas coisas. Entender que somos pessoas únicas. É dançar sem medo. Não se apegar a bens materiais. Respirar a brisa do mar. Ouvir a melodia suave de uma fonte. Observar a natureza. Adorar um dia de chuva. Ter motivação! Enxergar além das aparências. Descobrir que precisamos dos outros. Esquecer o que já passou. Buscar novos horizontes. Perceber que somos humanos. Vencer a nós mesmos. Ver a beleza da alma. Sair da passividade. Saber que a vida é conseqüência de nossas atitudes...
Não procrastinar as decisões. Mimar a criança interior. Deixar acontecer... Praticar a humildade. Adorar calor humano. Curtir as pequenas vitórias. Viver apaixonado pela vida! Visualizar só coisas boas. Entender que há limites. Mentalizar positivo. Ter auto-estima. Colocar sua energia positiva em tudo que realizar! Ver a vida com outros olhos... Só se arrepender do que não fez. Fazer parcerias com os amigos. Crescer juntos. Dormir feliz. Emanar vibração de amor... Saber que estamos só de passagem. Melhorar os relacionamentos. Aproveitar as oportunidades. Ouvir o coração... Acreditar na vida!
Marcelo Pontual
Escrito por Bruno às 14h52
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