Amor de um carioca...
Inspirado numa matéria que li no JB falando sobre a nova iluminação em alguns prédios do Centro, resolvi voltar para escrever, ou melhor, explicitar minha paixão pelo Centro do Rio de Janeiro e suas intocáveis paisagens, das naturais às arquitetônicas. A referida matéria falava sobre o Palácio Pedro Ernesto (Câmara dos Vereadores) e o Theatro Municipal, dois belos monumentos localizados na Cinelândia que estão tecebendo nova iluminação inspirada em ares franceses, feita, inclusive, pela mesma empresa. Essa semana eu ia do Centro em direção à faculdade, na Barra, e percebi algo de novo no reino da Cinelândia, lugar que, por sinal, abriga algumas das melhores atrações cariocas: o Cine Odeon, charmoso cinema antigo do Centro que juntamento com o Cine Palácio, retrata parte do glamour dos tempos que faziam jus ao nome do sub-bairro do Centro. E tem ainda, do outro lado da calçada, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes, que ficam quase em frente ao tradicional bar Amarelinho, reduto da boemia e de alternativos locais. Isso só falando da Cinelândia. O recém inaugurado Circo Voador, na Lapa, ontem bombava com a juventude carioca que, em peso, engarrafava as principais vias de acesso, proporcionando ao povo motorizado uma amostra do que se poderia encontrar por ali naquela noite: beleza para todos os lados... E em grande quantidade. A vontade foi de descer e conferir in loco o burburinho. Parece que a Lapa está voltando aos bons tempos... Novidades como o mais novo point cultural, a Estrela da Lapa, surgem num ritmo frenético. Juntamente com o Rio Scenarium e o Carioca da Gema, o lugar esquenta ainda mais as proximidades da Mem de Sá. Sem contar todos os charmosos barzinhos da Joaquim Silva, berço da boemia carioca desde os tempos de Madame Satã... O simples passar por esses locais na noite de ontem me fez perceber que a Lapa não pára, reiventa-se constantemente, e atrai cada vez mais admiradores. Se passar para o lado da Praça XV, depara-se com o já cult Arco do Teles, espécie de corredor gastronômico e ambiente sugestivo para ficadas e afins... E o ar bucólico de Santa Teresa, com cara de reduto do samba e chorinho carioca? Os teatros da Pça. Tiradentes também não ficam atrás, assim como uns lugares animados pelos lados da Ouvidor. Por ali, como marco na história e frequentados por seus personagens mais famosos, a Confeitaria Colombo e Casa Cavé permanecem atraindo os cariocas, como imponentes recordações de áureos tempos... Os arredores da Rua da Carioca também tem seus "secos e molhados" resistindo ao tempo. A Av. Rio Branco também tem seu público cativo, da Pça. Mauá com suas atrações para gringo ver, aos tarimbados Café Nice e Night & Day, quase na Av.Beira Mar. O charme do Centro está em voga, e eu já penso numa incursão em grupo na próxima semana, a fim de manter em mim essa magia que se esconde pelos cantos cariocas...
Escrito por Bruno às 17h59
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Pro alto, e avante!!!
Nesse final de noite eu esperava, na verdade, ler algumas coisas que atrasei, por ser um louco devorador de tudo o que sai publicado, e por não conseguir virar todas as noites que seriam necessárias para dar conta de tamanha quantidade de papéis. Mas como sou frequentemente seduzido (???) pelo irresistível som do Videokê que rola a noite toda em frente ao meu prédio, percebi que não leria com atenção as matérias e livros, e resolvi colocar a escrita em dia por aqui. Pois bem. Já estou de volta à faculdade, e bem empolgado com as novas disciplinas técnicas desse período (devo confessar também que a faculdade está com mais gente bonita do que nunca!), e já devo somar ao meu arquivo de leitura atrasada três novos livros e o Globo de todo domingo, para Redação Jornalística. Ah, essa semana também marca o início de um novo e esperado ciclo, pois me desliguei do Projeto na Mangueira e agora aguardo novos vôos profissionais. Um surdo bate forte ao lembrar daqueles jovens que estou deixando para trás, mas já não cabia mais minha participação por lá, por todos os motivos, menos qualquer coisa relacionada à eles, que sempre foram ótimos comigo, e me ensinaram muito, mais do que eu a eles. Voltando mais um pouquinho atrás, na última semana de férias eu dei uma abusada e fui ao cinema dois dias seguidos, como quem está nessa vida apenas para assistir e falar de cultura. Levei minha mãe para assistir "Cazuza - O tempo não pára" (minha 3ª vez...!) na quarta e finalmente assisti os "Diários de Motocicleta" na quinta, com a Patrícia e a Bel, amigas da faculdade. Gostei muito do filme, mas nem dá pra comentar agora, pois rolaram várias coisas depois... 
Na sexta, fui com o Pedro assistir "Pessoas Invisíveis", no Teatro João Caetano, com o Armazém Cia. de Tearo. O texto é ótimo, contemporâneo, baseado nas dificuldades de relacionamento nos dias atuais, e claramente inspirado em HQs. Os atores são ótimos, e têm um excelente trabalho de corpo. O cenário também faz uma surpresa durante a peça. Muito legal. Mas o que não tem preço nessa história foi a cara do Pedro indo falar com os atores, entusiasmadíssimo!! Fez a linha fã, mesmo... Ainda assisti Zélia Duncan ao vivo, no Palco MPB, no auditório da Fm de mesmo nome, junto com a Samantha. Muito bom!!! Aproveitei e autografei meus Cds. Zélia Duncan é tudo de bom!! Adoro as músicas dela. Batemos um rápido papo e ela foi super gente boa. E fui hoje assistir à última apresentação da peça "Deus danado", com Leonardo Brício e Júnior Sampaio, no Teatro Tablado, que está dando uma revitalizada no seu horário adulto. Jane e Pedro também foram. A co-produção é luso-brasileira, com a ENTREtanto Teatro, de Portugal, e a Remo, brasileira. Fui pela curiosidade desse novo trabalho do Brício, pois curti muito "Péricles, Príncipe de Tiro", que assisti no João Caetano há quase dez anos. E "Deus.." é super bacana, bem densa, com um texto duro. Drama do jeito que nós curtimos, exceto a Jane. Mas todos concordaram que valeu a pena, cada um com seus motivos, e seguimos rumo ao cachorro-quente do Méier, uma delícia para fechar a (rápida) noite.
Escrito por Bruno às 01h20
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